A Assembleia Municipal de Águeda aprovou um voto de protesto, proposto pelo grupo municipal do CDS-PP, contra a possibilidade de abertura dos mercados da União Europeia aos produtos têxteis e do vestuário, oriundos do Paquistão, da China e da Índia. A votação registou três abstenções, duas de socialistas e uma de um social-democrata.

 “Quando produzidos sem particulares preocupações de combate às realidades do trabalho infantil, sem o respeito mínimo de exigências de protecção social dos trabalhadores, custos de protecção e conservação ambientais bem como sem qualquer fiscalização da perigosidade das matérias-primas, constituirão uma clara forma de concorrência desleal que, subvertendo as normais regras de mercado, porão em causa a subsistência e sobrevivência das empresas portuguesas do sector e, necessariamente, dos seus postos de trabalho”, pode ler-se no documento.

(informação completa na edição impressa)

Um comentário

  1. Orlando Lopes da Cunha

    Outubro 15, 2010 às 18:04

    Press release

    Com o pedido de publicação, juntamos cópia do Press Release do Euratex sobre a iminência de a EU permitir a entrada no mercado europeu de produtos paquistaneses sem quaisquer direitos.
    Considerando a extensão dos danos provocados na Europa pela entrada dos produtos chineses, sem contrapartidas e que muito contribuiu para a situação de crise que o nosso País vive agora, por desequilibrar a nossa balança de transacções, solicitamos que, se V.Exa. assim o entender, seja dado a este assunto o destaque que ele merece, para o bem estar dos portugueses.
    O Paquistão vem desde há tempos a insistir com a EU na concessão desta prerrogativa: justificou com o exemplo da China, depois com a crise económico-financeira, a seguir com a cooperação contra a Al Qaeda e agora com as inundações que afligiram o território. Nos últimos tempos, tem vindo a deixar atacar comboios da NATO …As inundações, que deveras muito lamentamos, nem foram, no entanto, nas regiões onde se encontra situada a poderosíssima indústria têxtil paquistanesa.
    Como é hábito, pareceu adequado aos países grandes da EU Central oferecer para apaziguamento e como moeda de troca aquilo que é dos países do Sul – a Indústria Têxtil e do Vestuário.
    Pese embora a defesa cerrada dos interesses de Portugal e dos países europeus com importante indústria têxtil por parte dos MPE Portugueses, dos próprios MP Europeus (alertados pelos Portugueses e pelo Euratex) e pelo Comissário da Indústria Europeia, as probabilidades de mais este golpe sobre a nossa Indústria e sobre as nossas exportações se concretizar, são muito grandes.
    Juntamos também cópia de um documento enviado pelo Presidente do Euratex, Dr. Peter Pfneisl, em 1 do corrente, ao Presidente do Conselho da Europa Herman VAN ROMPUY, a Durão Barroso, ao Presidente em exercício da EU Yves Leterme, à Alta Representante para os Negócios Estrangeiros Baronesa Ashton, ao Comissário da Indústria António Tajani ( que muito apoia as nossas posições ), ao Comissário do Comércio Karel De Gucht e a Steve VANACKERE da Presidência Belga. Este documento é muito interessante e reflecte inteiramente o nosso ponto de vista. Estamos em crer que o lobby exercido oportunamente junto do PE e do Euratex contribuiu de alguma forma para a reacção que estamos a observar.
    O epílogo seguir-se-á em breves dias. Não estamos optimistas dados os interesses em jogo – os interesses de natureza geo-política e os interesses da grande distribuição e dos importadores, afinal os mesmos que, tal como aconteceu com a China, vêem aqui mais uma oportunidade para “comprar no Paquistão a preços de lá e vender na Europa a preços de cá”.
    Tal como Herr Pfneisl prevemos mais uma onda de desemprego na fileira têxtil europeia.
    Com os nossos agradecimentos antecipados e os meus melhores cumprimentos.

    O Presidente da ANIVEC/APIV

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.