A Câmara Municipal de Águeda aprovou, hoje, em reunião extraordinária do executivo, o acordo de colaboração a celebrar entre a IP – Infraestruturas de Portugal, o Município de Águeda e o Município de Aveiro para o desenvolvimento do projeto de execução para a construção do Eixo Rodoviário Aveiro/Águeda (ERAA).

Executivo municipal aprovou plano de execução do eixo rodoviário Aveiro/Águeda
Os sete membros do executivo municipal à saída da reunião desta quinta-feira

Depois de aprovado pelos executivos dos dois municípios e pela IP, este acordo permite avançar com o projeto de execução, o primeiro passo para o lançamento do concurso público para a realização da obra.

Nos termos do documento, serão os dois municípios, em articulação com a IP, a avançar com o projeto de execução, que terá de ficar concluído até 2023. O acordo prevê todas as eventualidades, nomeadamente no que respeita ao financiamento para a realização do projeto, estimado em cerca de dois milhões de euros, podendo ser assegurado pela própria IP (85%) e pelos Municípios (15%) ou no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (100%).

“Seja qual for o modelo de financiamento conseguido ou até procurando outras formas de comparticipação, os dois Municípios estão alinhados numa mesma estratégia e objetivo para concretizar este projeto”, sublinhou Jorge Almeida.

O edil de Águeda frisa que “é urgente corrigir a estrutura viária à escala municipal e sub-regional, bem como melhorar as condições de acessibilidade aos concelhos de Águeda e de Aveiro e a toda a região intermunicipal, apostando na reestruturação urbanística dos concelhos, de forma a aumentar a conexão das freguesias periféricas com as áreas centrais”.

DUAS VIAS EM CADA SENTIDO

Atualmente, a circulação entre Águeda e Aveiro é assegurada por três trajetos distintos, todos eles considerados bastante saturados, demorados e desajustados face às necessidades atuais, através da antiga EN230, que liga Águeda a Aveiro por Travassô, na jurisdição dos municípios desde o final dos anos 90; pela EN333 entre Águeda e Oiã e pela EN235 entre Oiã e Aveiro; e ainda pela A25, a partir de Serém, em Macinhata do Vouga.

Deste modo, esta intervenção vem, não só, colmatar necessidades com largos anos, como permite melhorar as redes viárias e estreitar as ligações a outras vias estruturantes nacionais.

Esta nova ligação rodoviária, que agora se pretende estabelecer através do ERAA, é constituída por duas vias em cada sentido, preferencialmente com perfil de autoestrada. A ligação será feita por Travassô, passando por Eirol, cruzando a A1 e a A17 e terminando na rotunda do Parque de Feiras e Exposições de Aveiro.

Estima-se que a distância entre Águeda e Aveiro percorrida através do ERAA passe a ser de cerca de 14 quilómetros, reduzindo-se em cerca de 40% a extensão do percurso por comparação com a via atualmente em uso. O tempo de viagem será reduzido em cerca de 65%, por comparação com o tempo exigido para percorrer as infraestruturas em uso, de modo a que passe a ser possível viajar entre as duas cidades em cerca de 10 minutos.

Refira-se que esta intervenção é um dos investimentos estratégicos que o Governo incluiu na proposta do Plano de Recuperação e Resiliência.

UM DIA HISTÓRICO

“Este é um dia histórico para Águeda e para esta região”, declarou Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda, sublinhando que esta ligação, há muito ansiada pelas populações dos dois concelhos, “é uma luta de várias gerações de políticos aguedenses. Pela primeira vez, é conseguido um acordo que irá viabilizar uma obra de extrema importância para os dois municípios e para o crescimento da região”.

A necessidade de uma ligação direta à capital de distrito bem como às autoestradas A1 e A17 tem sido amplamente discutida e abordada, no entanto, a concertação que este dossier implica nunca foi, até agora, concretizada. “Este é o resultado de muito trabalho entre todos os intervenientes, que adotaram um posicionamento estratégico e desenvolveram esforços significativos para chegar a este acordo de colaboração”, salientou o edil.

Este acordo “espelha bem a mudança de atitude, o espírito de colaboração e a disponibilidade para fazer parte da solução” entre todos os intervenientes, disse Jorge Almeida.

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