A Orquestra Típica Portuguesa deu origem a várias orquestras típicas pelos país, entre as quais a Orquestra Típica da Região do Vouga – de onde saiu a Orquestra Típica de Águeda (OTA), a comemorar agora os 50 anos. No dia 21, no Centro de Artes de Águeda o espetáculo único junta músicos e coralistas das várias orquestras típicas do país.

Em 1928, pela mão do maestro Raúl de Campos, surgia a primeira Orquestra Típica Portuguesa, que viria a ser integrada em 1934 na emissora nacional passando também a denominar-se “Orquestra Típica da Emissora Nacional”. Em 1942, após breve suspensão da atividade, a direção artística da Orquestra Típica Portuguesa foi entregue às mãos do maestro e compositor leiriense José Belo Marques, que lhe imprimiu um cunho de qualidade e excelência sem precedente.

Pela sua qualidade artística, aliada à sua singularidade como intérprete da música portuguesa de carácter regional, viria a ser o modelo de fundação de orquestras semelhantes em todo o País, como a Orquestra Típica de Acordeão Algarvia, a Orquestra de João Nobre, a Orquestra Típica Ribatejana que deu origem à Orquestra Típica Scalabitana, a Orquestra Típica de Alcobaça, a Orquestra Típica Alentejana de Estremoz, a Orquestra Típica Albicastrense, a Orquestra Típica de Rio Maior, a Orquestra Típica de Ourém, a Orquestra Típica de Alcains e a Orquestra Típica da Região do Vouga que deu origem à Orquestra Típica de Águeda, entre outras.

DA REGIÃO DO VOUGA À OTA

O século XX foi pródigo quanto ao surgimento de Orquestras Típicas no nosso país. Em 1969 nascia mais a norte a Orquestra Típica da Região do Vouga, que, dois anos mais tarde, viria a dar origem à Orquestra Típica de Águeda (OTA).

Ao longo dos últimos 50 anos o movimento das orquestras típicas proporcionou momentos inesquecíveis, quer aos componentes que delas fizeram ou fazem parte, quer aos que assistiram aos seus espetáculos recheados de temas da música portuguesa de carácter mais regional.

Em boa hora o diretor artístico da Orquestra Típica de Águeda, Rogério Fernandes, resolveu pôr em prática esta ideia que já tinha há algum tempo. 

Assim, ao comemorar o seu 50º aniversário, a OTA presta tributo às orquestras típicas portuguesas, numa iniciativa inédita e algo original. Irão juntar-se em palco músicos e coralistas das várias orquestras típicas em atividade, constituindo assim a Orquestra Típica Portuguesa, que apresentará alguns dos temas mais icónicos e representativos deste movimento cultural e artístico. O espetáculo único terá lugar no Centro de Artes de Águeda no próximo dia 21 de novembro, pelas 17 horas.

ISABEL FERNANDES

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *