“A crise está a ter efeitos nefastos na região e na generalidade dos sectores de actividade”, referem os presidentes da Associação Empresarial de Águeda (AEA), Ricardo Abrantes, da Associação Comercial e Industrial da Bairrada (ACIB), Miguel Roque, e da Associação Portuguesa de Industrias de Ferragens (APIFER), Glória Pimenta.

“A maioria dos sectores está com quebras, em termos médios, no volume de encomendas na ordem dos 30% neste início de ano”, denunciam aqueles responsáveis, para advertirem que “a consequência desta quebra, e porque o elo parte pelo lado mais fraco, será o aumento brutal do desemprego na região”.

 

CRÍTICOS COM O GOVERNO

 

“É por esta razão, e porque as Associações que representam os empresários não aceitam que os apoios e as medidas de combate à crise aprovadas pelo Governo, se cinjam, apenas, aos Bancos, às grandes empresas e às multinacionais”, referem os dirigentes empresariais, que nos últimos meses tomam pela segunda vez uma posição pública conjunta.

“As medidas aprovadas beneficiam apenas 2 a 3% das empresas em Portugal. É por isso, que as três associações signatárias consideram o pacote de medidas anti crise sectário e de alcance reduzido, porque mais 75% do emprego é criado pelas micro e PME’s que não beneficiam de qualquer apoio do Estado” – sublinham.

(O QUE DIZ O MANIFESTO? – Diagnóstico e propostas na edição impressa)

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