O grupo CUF está a realizar um investimento de 125 milhões de euros na duplicação da capacidade de produção do complexo químico de Estarreja, que “arranca no primeiro trimestre de 2009”, anunciou hoje Nogueira Leite.

De acordo com aquele administrador da CUF, que falava numa conferência de imprensa da Comunidade Portuária de Aveiro, a estimativa é aumentar as vendas do grupo, a partir da produção de Estarreja, que actualmente se situam nos 200 milhões de euros, para cerca de 400 milhões de euros.

Uma parte significativa desse volume de vendas corresponde à exportação de químicos orgânicos, sem desprezar os químicos inorgânicos como o cloro e a soda, destinados essencialmente ao mercado interno, transformados em produtos de desinfecção e limpeza, ou para a produção animal.

A partir de Estarreja a CUF produz anilina, um químico que é transformado em poliuretanos, usados actualmente no isolamento das casas e em outras aplicações e cujo mercado está em crescimento pela maior atenção que está a ser dada à conservação energética dos edifícios, segundo explicou.

Segundo Nogueira Leite, a CUF é acompanhada no investimento por outras empresas químicas como a Cires, a Dow e a Bresfor que também estão a aumentar a sua capacidade de produção.

Em resultado desse aumento da capacidade instalada, o administrador da CUF estima que a médio prazo o valor das exportações do sector venha a aumentar substancialmente, “o que é notável face ao desequilíbrio da balança” portuguesa.

 “O pólo químico de Estarreja é muito importante para a CUF”, realçou Nogueira Leite, revelando dados pouco conhecidos como o facto de 75 por cento do paracetamol vendido pelas farmácias na Europa ter como origem o paraminofenol produzido em Estarreja, sendo também muito significativa a incorporação do produto de Estarreja nos fármacos que abastecem o mercado norte-americano.

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