P> Quais são as funções que exerce no Futebol Clube do Porto?

R> Director técnico da formação.

 

P> Que balanço faz da experiência? Quais os aspectos mais enriquecedores que destacaria?

R> O balanço é extremamente positivo, pois estamos a cumprir um trajecto que principiou em 2006 e termina em 2011 (V611) dentro dos parâmetros projectados e que visam colocar o FC Porto como referência na produção, detecção e potenciação de talentos.

 

P> Está no seu horizonte voltar a ser treinador principal numa equipa sénior?

R> Sou treinador de futebol, mas neste momento só está no meu horizonte atingir os objectivos da instituição FC Porto e é nisso que penso diariamente enquanto director técnico da formação.

 

P> Tendo terminado a carreira como futebolista no Recreio de Águeda e iniciado a de treinador que razões, na sua opinião, justificam o “naufrágio” do clube nos últimos anos?

R> Isso reflecte um pouco aquilo que é o futebol em Portugal. As pessoas apoiam os grandes clubes e não o clube da sua terra natal, o que retira gente dos estádios e diminui a base de apoio. Os projectos também são feitos a curto prazo, o que acaba por impedir uma real aproximação entre os clubes pequenos e aqueles mais poderosos.

 

P> É possível, na sua opinião, o Águeda voltar a ser o que foi no passado? O que é necessário acontecer para voltar a ser um clube formador de jogadores como já chegou a ser?

R> Para mim seria um gosto pessoal ver o Águeda com a pujança de outros anos. Mas este tipo de crescimento leva o seu tempo. É preciso envolver todas as pessoas do concelho e ver naquilo em que de facto se é bom. Se o clube for bom na formação, tem de apostar na formação e não na contratação de jogadores. Mesmo que isso leve anos até dar resultados.

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