Carolina Silva, jurista do Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Delegação Regional de Coimbra da DECO, falou ao REGIÃO DE ÁGUEDA sobre o sobreendividamento das famílias portuguesas e deixou conselhos úteis

 

P> Como tem evoluído o número de famílias sobreendividadas no país?

R> Nos últimos anos tem-se assistido, em Portugal, a um aumento substancial do número de famílias sobreendividadas, famílias que se encontram financeiramente impossibilitadas de fazer face ao conjunto das suas dívidas. Evolução que claramente se constata quando se atende ao número de famílias que, nos últimos anos, têm recorrido ao auxilio do Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Deco, passando de 8.758 no ano de 2008 para 16.726 no ano de 2009. Uma tendência de crescimento que se prevê continuar durante o ano em curso.

P> Quais os principais motivos que estão na origem do sobreendividamento?

R> Actualmente, vivemos numa sociedade de consumo em que a realização pessoal passa pelo consumo de bens e serviços e em que há a percepção de que haverá sempre crédito disponível. Tal facto, aliado à banalização do recurso ao crédito, fez com que muitas famílias se endividassem para além da sua capacidade financeira. Sendo que, a ocorrência de situações inesperadas, como por exemplo desemprego, divórcio, doença, morte ou invalidez de um membro da família, apenas contribuem para o agravamento da situação e dificultam o pagamento atempado das prestações.

P> De que forma pode ser resolvido este problema?

R> As famílias devem elaborar um orçamento familiar, onde registam todos os seus rendimentos e todas as despesas efectuadas, o que vai permitir-lhes gerir de forma mais adequada o dinheiro disponível, diminuir e reflectir sobre as despesas não essenciais e, até mesmo, poupar.

Depois de elaborado o orçamento, a família deve efectuar uma análise crítica em relação às suas despesas, nomeadamente, no que respeita às prestações com crédito.

(entrevista completa na edição impressa)

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