O primeiro-ministro afirmou hoje que há um grande consenso para que as medidas de confinamento geral a decretar tenham um horizonte de um mês e que Portugal regista uma dinâmica de “fortíssimo crescimento” de casos de covid-19.

Esta posição foi assumida por António Costa no final de mais uma reunião destinada a analisar a evolução da situação epidemiológica em Portugal, no Infarmed, em Lisboa, na qual o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participou por videoconferência.

Portugal ultrapassou esta terça-feira (12 de janeiro) as 8.000 mortes relacionadas com a covid-19 desde o início da pandemia ao ter registado nas últimas 24 horas mais 155 mortos, o valor diário mais elevado de sempre, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O primeiro-ministro declarou que na reunião com os epidemiologistas permitiu que concluir que “houve um grande consenso” sobre a trajetória de crescimento de novos casos de infeção do novo coronavírus e que “as medidas devem ter um horizonte de um mês”.

“Estamos perante uma dinâmica de fortíssimo crescimento de novos casos que é necessário travar”, salientou António Costa.

PORTUGUESES DIMINUÍRAM UTILIZAÇÃO DA MÁSCARA – SEGUNDO ESTUDO

Os portugueses utilizaram menos a máscara de proteção contra a covid-19 nas semanas que coincidiram com o Natal e o Ano Novo, segundo um estudo hoje divulgado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Universidade Nova de Lisboa.

Os números foram também apresentados pela diretora da ENSP, Carla Nunes, na reunião no Infarmed entre políticos, epidemiologistas e especialistas em saúde pública sobre a evolução da pandemia, na qual observou que “o número de pessoas que reporta utilizar ‘sempre’ a máscara quando sai de casa e está com outras pessoas que não vivem consigo diminui 10,4% nas últimas duas quinzenas”, passando de 86,7% na quinzena de 28 novembro a 11 de dezembro para 76,3% na quinzena entre 26 de dezembro e 08 de janeiro.

Além deste dado, o estudo sobre as perceções sociais em relação à covid-19 evidenciou que na última quinzena houve 60% das pessoas que estiveram num grupo com 10 ou mais pessoas que revelaram não ter tido sempre a máscara colocada no rosto, o que se traduz num crescimento de 33,6%.

Os dados dizem respeito a 528 respostas recolhidas entre 12 dezembro de 2020 e 08 de janeiro deste ano.

(com Lusa)

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