A Câmara Municipal de Águeda vai avançar com uma empreitada no Rio Águeda, a lançar no segundo semestre de 2020, para fazer da cidade para montante o mesmo trabalho que foi já executado desde Requeixo

“São obras comparticipadas” através do LIFE Águeda, que implicam a retirada de infestantes, a implementação de podas de formação às árvores, correção das margens com recurso a engenharia natural e regularização do leito com a retirada de infestantes. Em zonas maciças de infestantes, que serão retiradas, vai haver reflorestação com espécies autóctones.
A parte anteriormente intervencionada vai ser alvo também de reflorestação, que não estava contemplada na obra já executada mas que agora vai avançar em simultâneo.
Nos rios Águeda e Alfusqueiro, e também enquadrado no LIFE Águeda, serão ainda retirados obstáculos que impedem a migração dos peixes. “Temos um grande envolvimento da comunidade, sobretudo dos proprietários dos terrenos confinantes, porque há estruturas que foram feitas nos rios – pequenas presas ou açudes… – que tinham um fim agrícola e que agora não faz sentido”, referiu Jorge Almeida. “As estruturas que não tenham grande valor serão provavelmente desmontadas, as que possuam valor cultural e patrimonial serão preservadas e criaremos alternativas para que os peixes continuem a circular”.
Este projeto LIFE Águeda “tem uma forte componente de sensibilização”. Para já, recebeu o selo de boas práticas de participação, sendo o segundo mais pontuado na quinta edição do prémio de Boas Práticas. Vai agora à final, com juntamente com iniciativas de Lisboa, Lagoa-Açores, Funchal e Cascais (ver edição online do RA).

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