As primeiras sessões do programa de sensibilização ambiental “Rio de Todos” nas escolas do concelho, no âmbito do LIFE Águeda, decorreram na Escola Básica 2,3 de Valongo do Vouga e no Instituto Duarte Lemos.

Até ao momento foram envolvidos mais de 120 alunos e professores. O programa será levado a todas as escolas do concelho, estimando-se envolver cerca de 800 alunos, dos referidos 5.º e 6.º anos.

As sessões lúdico-pedagógicas estão dividas em três momentos, contando com uma apresentação multimédia, que é, depois, complementada com uma dinâmica muito envolvente, um jogo twister ambiental, e com um quiz, onde o saber tem um lugar de destaque.

Neste programa são abordados temas como a importância da preservação da biodiversidade, a continuidade fluvial, a vegetação e habitats ribeirinhos, a valorização dos recursos hídricos, o controlo de espécies invasoras e a pesca sustentável. Arrancou no ano letivo 2019/2020 mas foi suspenso devido à pandemia da covid-19, sendo agora retomado.

“Queremos levar a todas as escolas do concelho, e às crianças e jovens em particular, o contacto com as temáticas de preservação ambiental, porque sabemos que cidadãos informados e sensibilizados para estes assuntos fazem toda a diferença na conservação do nosso património natural e na dos recursos endógenos, numa abordagem de sustentabilidade”, disse Edson Santos, vice-presidente da Câmara de Águeda.

O QUE É O PROJETO LIFE ÁGUEDA?

O projeto LIFE Águeda – Ações de conservação e gestão para peixes migradores na bacia hidrográfica do Vouga é coordenado pela Universidade de Évora e tem apoio técnico-científico do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente. O Município de Águeda é um dos parceiros e um dos “beneficiários associados”.

O objetivo central do LIFE Águeda é a “eliminação ou mitigação substancial de pressões hidromorfológicas previamente identificadas na área e troços de rio a intervencionar, de forma a assegurar a melhoria do seu estado ecológico”.

Tem sido aplicado “um conjunto de soluções demonstrativas que têm por objetivo renaturalizar a morfologia fluvial e assegurar o restauro ecológico dos habitats aquáticos e terrestres associados” – de acordo com a equipa coordenadora. “Complementarmente, o projeto visa desenvolver, ensaiar e avaliar um conjunto de soluções inovadoras”, com o objetivo de possibilitar “a translocação de juvenis de enguia-europeia”, de diferenciar e valorizar a dimensão económica “pelo consumidor do pescado que resulte de práticas de pesca sustentável”. Nesse sentido, estão a ser restaurados habitats aquáticos, melhorados os corredores favoráveis à progressão de peixes migratórios e instaladas passagens para peixes, “com cariz piloto”. Entre outras práticas, estão a ser melhorados bosques ribeirinhos e as condições de habitat para quatro espécies ameaçadas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *