A música tradicional é um documento vivo e não deve ficar fechada em si mesma, defende o realizador Tiago Pereira no documentário “Significado – A música portuguesa se gostasse dela própria”, que passou no domingo no festival Indielisboa, no cinema São Jorge (Lisboa).

O filme resultou de uma encomenda que a associação d´Orfeu fez a Tiago Pereira para assinalar 15 anos de dedicação à música tradicional portuguesa. Desse convite, Tiago Pereira fez o primeiro filme sobre a génese de toda a música tradicional e que revela as práticas contemporâneas a partir dela.

Para “Significado”, Tiago Pereira entrevistou Júlio Pereira, Carlos Guerreiro, dos Gaiteiros de Lisboa, Jorge Cruz, dos Diabo na Cruz, Nuno Rodrigues, da Banda do Casaco, Victor Rua ou a artista plástica Joana Vasconcelos.

Todos eles fazem um enquadramento do passado, presente e futuro da música tradicional portuguesa, ao qual Tiago Pereira junta ainda depoimentos dos fundadores da d´Orfeu, os irmãos Artur, Bitocas, Rogério e Luís Fernandes, assim como o patriarca, Américo Fernandes, fundador da Orquestra Típica de Águeda.

Há ainda dois nomes que fazem a ponte entre o passado e o futuro: B Fachada e Adélia Garcia, a cantadeira que o etnomusicólogo Michel Giacometti descobriu há trinta anos na aldeia de Caçarelhos.

(informação completa na edição impressa)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.